segunda-feira, 9 de março de 2009

SP: Polícia pede prisão preventiva de PMs suspeitos de integrar grupo de extermínio

A polícia pediu a prisão preventiva de nove policiais militares suspeitos de fazer parte de um grupo de extermínio que agia na Zona Sul da capital paulista. O relatório sobre a investigação foi entregue nesta segunda-feira (9) ao Ministério Público. (foto ilustrativa)

O inquérito com mais de 400 páginas foi entregue na tarde desta segunda à Justiça. Nos documentos, está a conclusão da polícia sobre a investigação que começou em outubro do ano passado. Foi quando investigadores chegaram a um terreno, na área rural de Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo. No local, encontraram o corpo de um rapaz, com as mãos e a cabeça cortadas.

A vítima foi identificada pela família. Era Antônio Carlos da Silva Alves, de 21 anos, um deficiente mental que foi detido na região do Jardim Ângela, Zona Sul da capital paulista. Uma testemunha anotou o número que identificava o carro da Polícia Militar. Nove policiais foram indiciados por esse assassinato: um subtenente, dois sargentos, um cabo e cinco soldados.

No relatório da investigação, os PMs são suspeitos de adulterar documentos para esconder os crimes. O delegado diz que "o escudo protetor deles era a manipulação maliciosa do aparato burocrático da PM para criar álibis e deturpar a verdade". A policia pediu a prisão preventiva de todos eles.

Na quarta-feira (11), a polícia vai entregar à Justiça outro relatório, que será sobre a morte de duas pessoas que tiveram a cabeça cortada. A conclusão é que elas foram mortas porque eram suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas. Cinco dos 14 policiais presos são acusados pelo crime.

“A partir do momento que eles atravessaram essa linha divisória, eles não são mais policiais, são criminosos. E quem que pode prender policiais criminosos? A própria polícia”, defende o delegado Pedro Arnaldo Buk Forli.

O advogado José Miguel Júnior, que defende quatro dos nove suspeitos, disse que não há razão para o pedido de prisão preventiva dos policiais, já que todos têm bons antecedentes criminais e residência fixa. Ele disse ainda que o indiciamento dos PMs é resultado de um trabalho de investigação “duvidoso”. (G1)

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