quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Professor de 50 anos é espancado após repreender estudante da 6ª série

Um professor de 50 anos diz ter sido espancado por três ex-alunos na saída de uma escola em Piracicaba, a 160 km de São Paulo. O incidente ocorreu no dia 4 de setembro, mas o educador só teve alta do hospital há dois dias. O motivo da agressão seria a repreensão que ele deu em um aluno da 6ª série.

O incidente ocorreu por volta das 17h40, quando o professor saia da Escola Estadual Hélio Penteado de Castro. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, no boletim de ocorrência registrado na delegacia consta que os agressores eram primos do estudante da 6ª série. Além do espancamento, o professor foi xingado de pedófilo. A natureza do BO é de ato infracional e injúria real.

Segundo o professor Hélcio Bartsch, o aluno foi repreendido na sala de aula por volta das 17h25, quando os estudantes estavam arrumando o material para ir embora. “Eles começaram a brincar com um funcionário que fazia a limpeza. Ele repreendeu o grupo dizendo que não gostava daquele tipo de brincadeira. A diretora chegou e aí começou uma confusão”, disse.

Bartsch conta que para acalmar os ânimos e organizar a saída dos estudantes da sala ele pediu para que saíssem primeiro as meninas e depois os meninos. Houve protesto e um dos estudantes ameaçou o professor. “Quando ele passou por mim ele disse: ‘lá fora eu acerto as contas contigo’, ao que um menino de 12 anos a gente não presta atenção.”

Quando saiu da escola, acompanhado por três professoras, um ex-estudante de Bartsch o abordou. “Ele disse que era parente do estudante que me ameaçou e que nós íamos acertar as contas. No que eu andei dois metros, levei um soco por trás de outros dois que apareceram.”

Foram vários golpes até que alguém gritou que a polícia estava chegando. Segundo o professor, os ex-alunos foram embora, mas disseram que voltariam para matá-lo. Bartsch teve alta na segunda-feira (8), mas conta que ainda sofre com dores no tórax. Ele tirou uma licença prêmio de um mês para se afastar da escola.

Capacetada
Em agosto, um outro caso de agressão a um professor foi registrado no interior de São Paulo. O caso ocorreu no dia 20 de agosto em Osvaldo Cruz, a 558 km da capital paulista.

O diretor da escola Oswaldo Martins, Sidney Zenaro, foi agredido com um capacete pelo pai de um aluno do lugar. O diretor teria chamado a mãe do estudante para conversar com ela sobre problemas de disciplina do estudante.

Segundo informações da sede do Centro do Professorado Paulista (CPP), a mãe do menino alega que, anteriormente, o diretor teria ofendido o garoto com palavras de baixo calão. Em seu depoimento à polícia, ela teria dito que, durante a reunião com o diretor, ele teria ficado exaltado e ofendido verbalmente a mulher e a expulsou da sala.

Quando saiam do local, os dois encontraram o padrasto do estudante que esperava a mulher. Os dois homens começaram a discutir e o padrasto acabou desferindo golpes de capacete na cabeça do educador. Ele foi socorrido e encaminhado para a Santa Casa do município.

Zenaro levou oito pontos no supercílio e teve que passar por uma pequena cirurgia no olho, pois sofreu uma lesão na retina.

Governo
Sobre o caso de Osvaldo Cruz, a Secretaria Estadual de Educação informou que esta foi uma agressão entre dois adultos e que lamenta muito porque a secretaria trabalha para integrar professores, alunos e comunidade.

Em relação ao ocorrido em Piracicaba, a secretaria informou que o professor foi ameaçado por um aluno que esteve internado na Fundação Casa. O diretor da escola soube do ocorrido e chamou a família do estudante. O menino de 12 anos foi suspenso. A secretaria também lamenta a agressão. (Do G1, em São Paulo)